segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Sobre o Preço do Sangue...


            No mundo capitalista tudo tem o seu preço. Se eu deixo de pagar minha luz, meu telefone, meu gás as companhias virão e suspenderão o uso. Eu sei porque já tive os 3 cortados em ocasiões diferentes. Nos estudamos em história geral sobre o homem percebendo que a troca era algo útil e estabelecendo o comércio muito antes que a primeira moeda surgisse. E então veio a ganancia e a corrupção. Se eu quero eu suborno e consigo. Se não posso te subornar, posso pagar pessoas para criarem uma armadilha macular sua reputação e então eu consigo. Se em último caso nada disso adiantar eu posso pagar alguém para te matar e então... consigo. Tudo tem o seu preço e percebemos isso antes mesmo que soubéssemos escrever.

            Ainda estudando historia e cultos antigos vemos que havia uma moeda de troca pelos erros que cometíamos e por mais distante que um povo estivesse localizado do outro. Por mais diferentes que fossem a cor da pele ou suas culturas essa moeda permanecia a mesma: sangue. Haviam sacrifícios de animais e até de crianças. Era comum um rei querer muito uma vitória, conquistar um outro povo e antes da batalha sacrificar um filho aos “deuses”. E por que? Ninguém se pergunta? O preço de sangue estava no subconsciente coletivo de todo ser humano. Sangue limpa pecados. Sangue e moeda de troca com os deuses.

            Eu acredito muito que se houve uma época em que os “deuses” poderiam se manifestar na terra livremente era nesse período. Onde os seres humanos eram completamente “virgens” em matéria de conhecimento. Acreditavam em qualquer coisa. Facilmente manipulados.

            E o preço de sangue remete a um mundo que não é o nosso. Foi estabelecido muito antes de tudo que se conhece.

            Então imaginemos Deus. O Criador de tudo como um cientista, um inventor habitante deste mundo que vem antes do nosso. Que está fora do nosso limite de tempo e espaço. Antes de nos ele havia criado o que os hebreus chamaram de “anjos” nome que foi perpetuado pelo cristianismo através das eras. Digamos que esses anjos eram funcionários. Vamos pensar no que para nós seria o equivalente a super androides. AI – Inteligencia Artificial. Seres espetaculares e fortes. E esse exército de androides foi criado para preservar, ajudar e proteger a mais ousada criação deste cientista genial: a clonagem.



            E enquanto nós eramos apenas um projeto no papel correu tudo bem. AI trabalhava com afinco para auxiliar o Cientista em tudo. E então é criado um universo. Posso ver até as explosões  na sala de criação com um perpétuo aviso na porta: Não perturbe gênio trabalhando. E o nosso planeta é criado e toda a atmosfera favorece a vida animal. Surgem os peixes, as plantas o reino animal e é tudo perfeito e lindo. E então chega o momento. Posso ate imaginar alguém dizendo:

        Doutor, tem certeza? Se o senhor fizer isso e algo der errado o preço a ser pago é muito alto...
        Correremos o risco! - Diz a voz do Filho do Cientista que esta presente em todo o processo.

            E o pó da terra é misturado com a própria essência do Criador e fica de pé. E ouve-se a primeira respiração. E seus olhos são abertos pela primeira vez. E o que ele vê? O doador da vida. E o Cientista pronuncia o nome deste recém-criado clone de sua pessoa e o cristianismo o perpetuou como Adão.
        Adão esta é a sua casa. Tudo que está aqui é seu. Este mundo é seu. Veja.
            E todos se divertem ao observarem Adão tentando dar os primeiros passos, sentindo a grama embaixo de seus pés, observando uma formiga e um grande elefante e ele se aproxima com curiosidade do animal levando uma ducha da água em sua tromba. Ele vê os macacos correndo e os imita. E começa a dar nomes. O filho do Criador observa a tudo com muito orgulho. O Pai é um gênio! Ele conseguiu mais uma vez. Só que A. I. Inveja essa criação. Esse ser que é tão frágil, feito do pó e mesmo assim carrega a própria essência do seu mestre. E A.I. Sabe da fragilidade daquela invenção, sabe que existe uma maneira de roubar aquele feito, basta apenas que o recém-criado ser entregue o planeta que acabou de ser-lhe dado a outrem. E se esse outrem fosse ele próprio? E começa uma revolução secreta onde esse “androide” tenta convencer os outros a roubar o planeta e viver como rei.

            Enquanto isso, Adão percebe que cada um dos animais tem uma parceira. Uma igual. E nesse ponto não acredito nas tradições que dizem que Deus não sabia que criaria a mulher. Que viu que o homem estava sozinho e disse “Ah tadinho...” e inventou a mulher. Acredito que ela era o arremate final. A melhor parte do show e da surpresa para Adão. Uma brincadeira de pai que quer ver a reação do filho. Adão olha ao redor a festa esta perfeita mas tem algo faltando e ai o Criador diz, “Ago errado? Que cara é essa Adão? Será que você esta sentindo falta dela?” E a primeira mulher que chamamos de Eva aparece diante de seus olhos. E eu não sei porque, isso vem da tradição católica. Já vi muitos católicos espalhando a besteira de que o pecado original foi o sexo. Ora estavam homem e mulher nus. Deus disse crescei e multiplicai-vos. E eu acredito que eles mandaram ver. Sexo não é pecado. Como é feito sim. Você mente, trai, machuca manipula para conseguir, você faz totalmente desprovido de sentimentos por aquele outro ser que esta com você? Então é errado. Tanto que lá no fundo, mesmo o Charlie Harper mais cínico do mundo sente um certo vazio nestes encontros furtivos.



            E então o nosso A.I., dizem que era o mais belo. Talvez até lembrasse o filho. Sua psique até hoje nos revela que ele tem uma certa vontade doentia de ser o Filho. Até da para entender sua perturbação, invejava o Filho, mas o Filho não era um ser inventado era original. Então ele se submeteu calado. Como o boneco de madeira que quer ser menino de verdade. Mas ver a recém-criada invenção a imagem semelhança do criador e saber que ele poderia ter sido feito daquela maneira mas o Criador o privou daquela essência de vida o perturbou muito. Então ele aparece no planeta recém-formado e faz uma oferta. Primeiro a mulher e depois ao homem. Um escritor, chamado Moisés, preferiu usar uma linguagem mais infantil. Como se contasse a estória para crianças, porque realmente não era fácil de ser compreendida, então ele falou de uma serpente, e de maçãs... Mas eu acredito que a moeda de troca foi o sangue. O nosso DNA foi corrompido e ele passou a ter diretos legais nesse mundo. O corpo do homem foi infectado e agora poderia adoecer, envelhecer e virar pó mais uma vez. A natureza ficou corrompida. Animais devoravam a carne de outros animais e bebiam seu sangue. E estava deteriorada aquela criação. Então havia uma opção. Aniquilação total ou resgate pelo sangue. E o Cientista optou pelo resgate. E o Filho concordou. Sempre ao seu lado apoiou. Creio que tenha havido um dialogo emocionado.

        Não posso seguir com isso. Vamos abortar o projeto. Começo tudo do zero. É um preço muito alto a te pedir meu filho.
        Não vamos desistir agora. Eles tem a nossa essência. Eu sabia dos riscos e estou disposto a pagar o preço.

            Então, antes de Adão e Eva se afastarem totalmente da presença de Deus, ficaram sabendo que haveria um redentor e que o seu sangue seria o resgate. E para homens das cavernas, que eles se tornaram depois. Era difícil de entender o real significado daquilo tudo, mas uma palavra ficou gravada: Sangue. E esses ensinaram aos seus filhos e assim por diante até um dia que a informação já tinha sido tão repassada que começaram a sacrificar animais acreditando que o sangue que resgata a alma era aquele.

E A.I.? Permaneceu no mundo, aqui era adorado como um deus. Seus seguidores receberam o mesmo titulo de deuses. E brincavam com os seres humanos concedendo vez ou outra um pedido em troca do sacrifício de um animal ou de uma criança. E foi então que começou o tá do “trago seu amor de volta em 7 dias” A. I. Te da o emprego, a casa, o dinheiro, a mulher/homem amado em troca do sangue de um animal, de alguma velas, de bebida, de flores... Tradição tão antiga quanto o mundo em que vivemos...

            E durante um tempo a humanidade ficou entregue. O medo de Ai era, que o Criador tinha poder para destruir a todos eles, inclusive o mundo. Por um tempo AI teve medo pois o Criador poderia desistir daquilo tudo e acabar com todos. Mas ele sabia que o Criador amava aqueles seres e usou e usa esse amor até hoje como escudo. Quanto mais arraigado e misturado a vida dos seres humanos mais seguros estarão. Por isso encorporam. Criaram essa “invenção” de mediunidade. Chamam seres humanos de cavalo e se misturam a eles. Falam em caridade para que ninguém suspeite... Uma camuflagem tosca já que eles fazem tanta maldade, trazem tanta coisa ruim, vez ou outra vamos fazer um bem para disfarçar... Para que os seres humanos não percebam e nos mandem embora....


            Houve uma época em que a maldade era tanta que o Criador cansou mesmo. Colocou o único homem bom em uma barco com alguns animais e mandou chuva. Contos da carochinha? Porque um barco desse porte nunca foi encontrado? Clica aqui e você vai ver um documentário do Discovery Channel com a descoberta arqueológica do século! O tal barco... a arca de Noé continua lá no monte Ararath na Turquia justamente como o livro preto de capa preta nos contou. Mas A.I. Não quer que você saiba que essa estória aconteceu de verdade...

            A vinda do redentor precisava ser preparada. O Criador elege um povo. Ele olha dos céus e vê o filho de um fabricante de ídolos. E esse filho estava cansado de ver a madeira da árvore que e derrubava e cortava ser transformada em imagem de deuses e vendidos por seu pai como se fossem genuínos. Um dia, limpando a tenda bateu em um deuses e o quebrou. O pai chega e lhe dá uma bronca. Ele responde que não foi ele, que os deuses começaram a brigar e um acabou quebrando o outro. Opai não acredita e lhe da uma surra e então ele percebe que nem o pai cria em seus deuses então todos eram falsos e começa a buscar o Deus verdadeiro. E esse Deus se manifesta a ele e lhe faz uma promessa da descendência deste homem vira o redentor do mundo. Este homem é Abraão. E ele é chamado de amigo de Deus. Nunca o Criador chamou a nenhum outro homem de AMIGO. Em certa ocasião, Ele tenta desabafar a dor de sua alma com esse amigo e pede, “Sobe o monte e sacrifica o teu filho amado em um atar diante de mim.” E quando Abraão estava, desesperado, de coração partido prestes a fazê-lo. Ele o impediu. “É isso o que eu terei que fazer com o meu, e quando acontecer ninguém aparecerá no último minuto para intervir.”

            Anos mais tarde quando a descendência desse homem era uma nação. Mas eles eram apenas homens e entendiam que o sangue limpa os pecados. E o Criador percebe que aquela simbologia do sacrifício de animais funciona com o povo, Ele começa a incutir naquelas pessoas a promessa de que aquele sacrifício é provisório. E manda criar uma arca. E faz um juramento que aquela arca seria a presença Dele na terra e que todo sangue sacrificado deveria passar pela arca para que o pecado fosse lavado. E assim eles fizeram durante muitos e muitos anos. Durante esta época mais profecias foram feitas sobre o redentor que nasceria de uma virgem e que traria de volta a antiga glória roubada da humanidade.

            Então chegou o momento. O Filho foi transmutado em feto é colocado no útero de uma virgem. Foi perseguido desde o nascimento, pois a estrelas dos céus se alinharam anunciando sua vinda e o inimigo AI usando seus instrumentos humanos o perseguiu a vida inteira. Agora imagino o que não deve ter sido para AI, ver o Filho que ele invejou em forma humana e finita. O povo judeu esperava um grande rei do mundo e em troca receberam esse carpinteiro pobre, feio, rude que sentava com pecadores e os garantia que eram amados pelo Pai. Perdoava pecados, libertava pessoas cativas pelos demônios, curava doenças, ressuscitava os mortos. Dava “foras” maravilhosos em religiosos de merda sem amor no coração. Destruiu em um ataque de fúria o comércio no templo, disse que estavam prostituindo a casa do Pai Dele. Todo o momento em sua vinda se comportou com um cavalheiro, como um hóspede. Aquele foi o único momento em que Ele  agiu como dono da casa. E durante toda sua vida Ele explicou que veio para cumprir a lei, ou seja, para pagar o preço do sangue derramado. Ele era o redentor, o cordeiro santo que seria morto, cujo sangue seria derramado no propiciatório para tirar todo o pecado do mundo. Ele falou isso claramente. Ainda assim as pessoas não compreendiam. E Ele dizia “vocês podem não compreender agora mas quando acontecer compreenderão.”



            Então uma noite ele partiu o pão, agradeceu a Deu e disse “Esse é o meu corpo que é partido por vocês”. Ele pegou o vinho e disse “Esse é o meu sangue que é entregue por vocês.” O que não há para ser entendido nisso? E depois falou “Continuem fazendo isso, partilhando o pão e o vinho, em minha memoria até o dia em que Eu voltar.”

            A Santa Ceia virou um ritual em que comemos um pedaço de pão bebemos suco de uva em alguns lugares, vinho em outros, hóstia molhada em vinho mas ninguém para para perceber que aquele foi um momento de comunhão íntima entre amigos. Ele sabia que ia morrer e tinha reunido a mesa seus melhores amigos e seguidores, e estavam rindo conversando, ele sentiu a nostalgia de deixá-los e disse façam isso em minha memória. “Façam com que essa comunhão continue até que eu volte. Façam isso para lembrar de mim.” E até esse momento a religião conseguiu destruir com tradição e ritual. Sonho em fazer parte de uma igreja em que agente prepare um jantar gostoso com pão e vinho e sentemos a mesa só para conversar sobre Ele e sobre os problemas uns dos e outro e nos ajudemos em amor. Tenho certeza que ali Ele estará presente. (Como eu te amo Senhor...)


            Então veio o Getesemane, e o Filho teve medo. Ele chorou. Ele sentiu toda a humanidade daquele corpo, toda a a limitação que sentimos, aquele distanciamento do Pai diante dos problemas. Ele olhou para si mesmo e se viu homem. E começou a pedir para os discípulos levantarem e orarem por Ele. Quantas vezes eu já fiz isso... “To com medo ora por mim, Fulano...” E a pessoa diz que vai orar e vai embora, dorme, não esta sentindo o que eu sinto... E o Filho orou e lembrou de como era no princípio quando estava em casa junto do Pai e do preço que iria pagar e começou  a dizer “Pai, não tem outro jeito? Não tem outra alternativa? Não pode ser de outra forma? Se não puder tudo bem... Seja feita a Tua vontade ma se houver outra maneira me ajuda... passa de mim esse cálice...”

            E eu imagino Deus,  lembrando da conversa que tiveram. O Filho dizia “Quando eu estiver lá pode ser que a fragilidade se aposse de mim e eu te peça para impedir tudo, mas não faça isso pois vai colocar tudo a perder, prometa Pai, que não fará...” E eu acredito que Deus chorou. Que os A.I. Do bem quase viraram humanos com o peito cheio de emoção sabendo que nada podia ser feito. Imagino ate´A.Is mais fortes ao lado do Pai dizendo, “Fica firme Senhor tem que ser feito. Não interrompa o processo..” E o Filho foi esbofeteado, chicoteado, sua carne foi rasgada. E os que amavam o Filho gritavam pelo Pai “Piedade Senhor! Salva o Teu filho!” E Ele não podia fazer nada. E os A.I. Caídos zombavam e falavam através do povo “Você não é o Messias? Confiou no Criador Ele que te livre...” Furaram suas mãos e o levantaram em uma cruz e sim Ele gritava de dor. Ele chegou a gritar : “Pai! Pai! Porque o Senhor me desamparou?” Aquilo partiu o coração do Pai...



             Lembro uma vez que Lucas tinha 2 anos e eu estava passando roupa. O telefone tocou eu me afastei da mesa para atender e Ele engatinhou subiu na cadeira e colocou a mão no ferro quente. A pele da palma da mão grudou. Passou uma semana sentindo dor e eu quase morri de remorso toda vez que ele mostrava a mãozinha e dizia “Mama fez dodói porque no Lucas?” Ele pensava que tinha sido eu. Que dor não poder trocar de lugar com o filho que sente dor...

            Então aconteceu. O Filho morreu. A.I. Festejou em sua dimensão. Até sentir uma mão bater em seu ombro. Era o Filho. Ele diz, “O preço foi pago, esse é o começo da sua ruína.” A.I. Se desespera. O Filho volta a terra. Fala com seus discípulos e diz, “Pessoal, o preço foi pago. Vão pelo mundo e espalhem a noticia. Eu tenho que ir agora porque se eu não for vocês não irão recebê-lo. O Espírito Santo.”E o que é o Espírito Santo? É a essência divina que nos foi roubada quando este mundo caiu. O Espírito Santo é a presença do Criador dentro de nós. É o que A.I. Invejou em nós e nunca possuiu. E com que Ele se parece? Bom, comigo e com você. Somos nós Divinos. Comprados pelo sangue do Cordeiro. Eu já me vi. Um amigo já o viu. Ele possui nossos rostos. EU estava vestida com um vestido muito branco e reluzente, com brincos de diamantes e sorria muito. Meu amigo viu a si mesmo também vestido de branco reluzente.

            E A.I. Vencido. Teve uma grande ideia. Vamos inventar a religião. Vamos colocar um Cristo crucificado com cara de coitadinho, vamos criar imagens de pessoas que já morreram e chamá-los de santos e assim a humanidade vai continuar nos adorando.

            Eu Stella, minha casa e nossos joelhos só se dobram perante o Filho que se chama em nosso mundo Yeshua Ramashia, Jesus Cristo e perante o Criador, o Pai de todos nós, Aquele que não poupou ao Seu único Filho por amor de toda a humanidade. Aquele que cumpriu todas as promessa cumprirá mais uma. Eu aguardo a Sua volta. Maranata. Vem Senhor Jesus.

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